No dia 28 de abril de 2008, comecei uma cruzada em busca da cerveja mais gostosa do mundo. Na época, eu havia tomado apenas 23 marcas de cerveja durante a minha vida toda.
Hoje, a cruzada continua (e acredito que ela nunca terá fim). E graças a essa busca infinita cheguei a uma marca considerável. Atingi o número de 100 marcas saboreadas.
Agora já posso dizer que agora sou muito mais conhecedor de cerveja do que um simples beberrão. Em 2008, não saberia diferenciar uma Lager de uma Ale. E hoje eu sei que isso é só a raiz de uma ramificação enorme de tipos e variedades de cervejas.
Já provei cervejas com sabor de salame (Aecht Schlenkerla Rahchbier Märzen), cerveja feita com malte de uísque (Unibroe Raftman) e cerveja com cereja (Belle-Vue Kriek). Tomei muita cerveja ruim, algumas intragáveis. Mas também já tomei algumas que não podem ser comparadas a nada.
Mas vamos parar de papo furado e falar das novidades. Bom, nem tão novidades assim. Algumas que entraram na lista são velhas conhecidas de muitos, mas eu nunca tinha tomado de burro que sou.
Super Bock
Cerveja portuguesa com certeza! Com o gostinho meio amargo do malte. Gostosa e refrescante, com pouca espuma.
Budweiser
É, eu nunca tinha bebido Budweiser. E pra quem já tomou esse tanto de cerveja, não tomar a Bud, que é vendida pra caralho, é um pecado. No gosto, faz lembrar as lagers uruguaias. Gostosa, pra tomar bem gelada.
Palm
Uma das cervejas mais bebidas na Bélgica. E se os belgas, que fazem as melhores cervejas, bebem ela, é por que deve ser boa. E não é ruim mesmo. Cerveja leve, com um toque quase mínimo de cravo. Perto de algumas belgas deixa a desejar, mas no geral é muito boa.
Backer
Mineirinha. Dessa aí eu bebi a pilsner e a weiss. A de trigo eu não gostei não, achei bem mais ou menos. Daquelas que cansam de tomar no final da garrafa. A pilsner já é bem melhor. Lembra a Therezópolis. Refrescante e com leve sabor de mel.
Cerpa
Pois é. Eu nunca tinha bebido Cerpa. Vergonha total. Uma cerveja refrescante e leve. Sem um sabor muito marcante, que incomode. Tomei comendo um sushi e acompanhou muito bem.
E agora, a centésima cerveja. A dona dessa honraria é, talvez, a cerveja mais caseira que eu já tomei.
Atremar
O pai de uma amiga de um amigo meu que faz. Que confusão, né?! Mas a Atremar não tem nada de confusa. Turva e de coloração amarela esbranquiçada, faz lembrar muito a witbier Hoegaarden. O sabor frutado, com toques de laranja e cravo, lembra a cerveja belga e um pouco a austríaca Edelweiss Snowfresh. Eu gostei, tomaria outra garrafa dela feliz e contente. Alias, falando em felicidade, quando tomei essa cerveja, estava de estômago vazio e fiquei bem alegre. Bateu legal.
Espero que um dia a Atremar esteja disponível para todo mundo. Seria bacana. Mais uma cerveja pra todos provarem e, mais importante, mais uma boa cerveja. Ah, e Atremar quer dizer bem feito, feito com esmero. Eu achei justo.
E é isso. Cem cervejas!!! Quer dizer, cem marcas de cerveja. Se contarmos variações esse número sobe bastante, mas ia virar algo chato de administrar.
Ó a lista aí! Os nomes em laranja são as novidades.

E pra efeito de curiosidade, meu top 3 hoje em dia é Delirium Tremens (Bélgica), Hoegaarden Verboden Vrucht (Bélgica) e Christoffel Blond (Holanda). Mas eu não nego uma Brahma.